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O ex-prefeito da cidade de Satuba, Adalberon de Moraes, protocolou uma ação popular para que o Ministério Público apure supostas irregularidades do atual gestor do Município, Paulo Acioly. Ao Cada Minuto, Paulo negou as acusações.
 
Na ação direcionada ao MP da Comarca de Santa Luzia do Norte, Adalberon disse que recebeu informações de que Paulo tem vários veículos de sua propriedade e familiares que estão em nome de terceiros, prestando serviço do município através de empresas de fachadas. Ao todo, segundo a ação, são 14 veículos que o gestor possui.
 
Além dos veículos, Adalberon disse que foi informado por populares e funcionários que faltam medicamentos e médicos nos postos de saúde, além das licitações que, segundo ele, são fraudulentas. “O que indica fortes indícios de recursos que chegam ao município mensalmente para pagamentos dos funcionários, serviço prestado ou concursado. Os recursos são oriundos do Ministério da Saúde e isso está causando um prejuízo para a população”, diz um trecho da ação.
 
Em entrevista ao Cada Minuto, Adalberon disse que a população do município procurou por ele para denunciar as supostas irregularidades. “Esse cidadão está fazendo um verdadeiro cala boca. O povo tem medo dele. Após sair da prisão não queria mais mexer com política, mas como eu amo Satuba não poderia abandonar o povo. Entreguei ao Ministério Público a ação popular para que ele apure”, explicou o ex-gestor.
 
Em contato com o prefeito, Paulo negou as acusações e disse que o município tem um grande problema. “Eu tenho 30 mil habitantes em um município que recebe FPM no percentual de 1.0 que vale para uma cidade de 15 mil habitantes. Eu tenho um problema. Eu tenho que ter ônibus, por exemplo, eu teria que ter 12 e só tenho 7. Tenho 3 grandes que são locados e 4 do município”.
 
Acioly disse que aguarda que o Ministério Público investigue, mas reforçou que em época de eleição é comum que essas ‘denúncias’ cheguem. “Pra mim isso é natural. Agora tem um bandido solto em Satuba com 180 anos de cadeia que quer colocar a filha dele para ser prefeita”.
 
Sobre a falta de medicamentos e médicos, o prefeito disse que Satuba tem um déficit é de R$ 320 mil. “A saúde não funciona se o município não colocar R$ 300 mil por mês. Inclusive chega ao ponto de faltar medicamento? chega. Eu recebo R$ 12 mil do Governo Federal para compra de medicamentos e a nossa despesa por mês é de R$ 80 mil”, comentou o gestor.
 
“Mas médico não falta. Só temos uma médica concursada, mas às vezes o médico sai e não é fácil contratar de um dia pra noite. Mas tendo médico contratado? Ele não falta”, justificou o prefeito.
 
Por fim, o prefeito disse “estar rezando e pedindo a Deus para terminar o mandato”.