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O aumento do acesso à internet fez com que crescesse também um tipo específico de comportamento: o cyberbullying. Essa prática consiste em ofender, constranger e humilhar as pessoas na internet.

Geralmente, as vítimas do cyberbullying são crianças e adolescentes. De acordo com a pesquisa do Instituto Ipsos, realizada em 28 países, 1 em cada 3 pais afirmaram que ouviram dos filhos relatos sobre esse tipo de violência.

A América Latina é a região onde o cyberbullying é mais comum. Cerca de 70% dos casos de assédio ocorreram nos países latinos. O estudo concluiu ainda que metade dos jovens já foi vítimas de outros estudantes da mesma sala de aula.

Embora seja um problema on-line, que muitas vezes ocorre longe dos olhos dos pais, é possível identificar quando uma pessoa é vítima do cyberbullying. Se a criança estiver se comportando de maneira diferente, amedrontada e com baixo rendimento escolar, vale a pena ficar atento. Além desses comportamentos, é comum as crianças nessa situação também tentarem esconder o que estão vendo na internet.

Ao notar essas atitudes, os pais devem dialogar com os filhos para saber se realmente estão sendo vítimas de ações vexatórias. Caso as suspeitas se confirmem, os adultos devem colher provas, como posts e textos das redes sociais. Isso pode ser feito por meio de prints.

A primeira medida que pode ser tomada é uma negociação amigável. Conversar com o infrator para que retire o conteúdo pode resolver a situação. Porém, se o indivíduo ignorar o pedido, também é possível solicitar a exclusão para o dono da plataforma.

A ação judicial só deve ser pensada em último caso, pois requer o auxílio de um advogado e demora mais. Para isso, será necessário apresentar as provas e um boletim de ocorrência para comprovar o cyberbullying.

Formas de evitar o cyberbullying 

Para quem tem crianças ou adolescentes em casa, é importante ficar atento a todas as mudanças de comportamento. Mas também é fundamental evitar que o cyberbullying aconteça.

Algumas vezes, esse tipo de violência é reflexo de outra. Ou seja, uma pessoa publica ofensas na internet porque sofreu constrangimentos pessoalmente. Então, o ideal é criar os jovens para que respeitem as diferenças, evitando intrigas e desentendimentos com amigos e colegas.

Além disso, os pais também podem instalar um aplicativo para acompanhar o que os filhos fazem on-line. O FamiSafe, por exemplo, é um programa de controle parental que permite saber onde as crianças estão, o que fazem na internet e até bloquear sites impróprios.

Embora não seja possível ter a certeza de que os jovens não sofrerão com ameaças e constrangidos na rede — afinal, há milhares de usuários mal intencionados, é possível diminuir os riscos e contornar o problema assim que ele surge. Dessa forma, a criança não sofre com os efeitos nocivos desse tipo de exposição.