Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Incêndio em prédio da Jatiúca

Um sobreaquecimento de um climatizador de ar pode ter sido a causa do incêndio que vitimou uma mulher, em um apartamento no condomínio localizado no Maison Paris, no bairro da Jatiúca, em Maceió, em maio deste ano. Foi o que apontou o laudo pericial dos Peritos criminais do Instituto de Criminalística de Alagoas, após o levantamento realizado no local.

O laudo cadavérico da senhora Marlene de Fátima Lopes, de 62 anos, também já foi concluído e entregue ao 2º Distrito Policial no último dia 18 de julho. De acordo com a chefia especial do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML de Maceió), a causa da sua morte foi asfixia por inalação de fumaça, por meio físico-químico.

Nas 87 páginas do laudo, os peritos Gerard de Oliveira Deokaran e Maria Neuma de Oliveira Souza procuraram responder a causa do incêndio, qual o objeto ou objetos incendiados, e se pôde ser localizado o foco inicial do incêndio. Na perícia eles ainda verificaram a causa que deu origem ao incêndio, se havia vestígios de substâncias inflamáveis no local do sinistro ocorrido na manhã do dia 29 de maio deste ano.

Segundo o perito criminal Gerard Deokaran o foco inicial do incêndio foi na área próxima à parede lateral direita da sala, onde estava o equipamento eletroeletrônico, compatível com um climatizador de ar, com sinais de oxidação no motor. Durante os exames os peritos também constataram vários elementos materiais de interesse criminalístico.

“A camada de ar quente se deslocou da sala para os outros cômodos do apartamento conforme movimentação dos gases destilados provenientes da combustão. Encontramos vários sinais de esfumaçamento e de queimadura que confirmam o foco inicial do incêndio”, explicou Deokaran.

Os peritos também afirmaram no laudo que não houve participação humana na provocação do incêndio. Mas, o perito criminal Charles Almeida que é engenheiro eletricista fez um alerta para cuidados na compra e manuseio de equipamentos eletroeletrônicos usados com frequência nos lares brasileiros.

“Importante que os usuários adquiram os aparelhos com garantia de qualidade dos órgãos reguladores, utilizem conforme as instruções dos fabricantes e que se tenha uma instalação elétrica de acordo com as normas vigentes no país. Evitar o uso de extensões e consequentemente sobrecargas nas tomadas de circuitos elétricos e ficar atento para qualquer alteração de funcionamento dos equipamentos”, alertou o perito.