Foto: Waldson Costa/G1 AL Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Maria José, de 57 anos, mãe de Davi Silva

O desembargador Washington Luiz negou o pedido de habeas Corpus solicitado pelos policiais militares que são acusados de sequestrar e matar o jovem Davi Silva, em 2014 no bairro do Benedito Bentes, onde a vítima morava. 

O pedido dos militares Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Eudecir Gomes de Lima, Victor Rafael Martins e Nayara Silva de Andrade era para que a justiça suspendesse as medidas cautelares, já que todos respondem pelo crime em liberdade.

O Corpo de Davi Silva nunca foi encontrado e os policiais também nunca assumiram a culpa pelo crime. Em sua decisão, o desembargador afirmou que  "evidenciada pela necessidade de resguardar a sociedade diante da gravidade do crime e do modus operandi utilizado, além da grande repercussão social do fato”.

Davi saiu de casa na manhã do dia 25 de agosto de 2014, uma segunda-feira, com um amigo. Foi abordado por uma guarnição da polícia militar, apreendido na posse de uma “bombinha” de maconha, colocado na viatura e nunca mais foi visto. De lá para cá, O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia por tortura seguida de morte e ocultação do cadáver, contra Eudecir Gomes, Carlos Eduardo Ferreira, Vitor Rafael Martins e Nayara Andrade, todos soldados do Batalhão da Radiopatrulha, todos indiciados no inquérito.

A ação penal tramita hoje em segredo de justiça na 14ª Vara dos Crimes contra a Criança, o Adolescente e o Idoso, mas ainda não há previsão de quando terá prosseguimento.