Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário

Após tomar conhecimento de uma possível ameaça dos delegados de não tirarem plantão nas delegacias e no Complexo de Delegacias Especializadas (Code) a partir de setembro deste ano, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) declarou que não aceitará que agentes e escrivães sejam sacrificados com a ausência dos delegados e ameaça paralisar as atividades.

A declaração foi feita por meio de um informe divulgado na noite desta segunda-feira (22). Segundo o Sindpol, os delegados recebem salários acima do teto do governo do Estado e, por isso, o teto redutor do Estado corta o pagamento de adicionais noturnos. No entanto, essa é a justificativa dos delegados para não tirarem plantão a partir de setembro. 

“É um absurdo o salário dos delegados igual ao do governador e eles ainda ameaçam a não tirar plantão. Alagoas possui quase metade da população abaixo da linha da pobreza. São 48,9% dos alagoanos vivendo com renda inferior a R$ 406 por mês”, informa o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário. 

Nazário destaca que não é justo que os delegados faltem aos plantões, e os agentes e escrivães tenham que desenvolver todo o trabalho da Polícia Civil. “Se isso vier a acontecer, o trabalho da Polícia Civil alagoana ficará paralisado, porque os agentes e escrivães não são escravos da direção geral da Polícia Civil”, pontuou.

No intuito de obter informações mais detalhadas sobre os plantões, a diretoria do Sindpol está solicitando aos agentes e escrivães plantonistas, que na falta de delegados, eles devem entrar em contato com os diretores do Sindicato para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

“A diretoria do Sindpol não aceitará que os agentes e escrivães acumulem mais serviços, como também a população alagoana seja prejudicada na prestação de serviços realizados pela Polícia Judiciária devido à falta da autoridade policial”, destacou Ricardo Nazário.

 

*com Assessoria