Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rubens Ewald Filho

O crítico de cimena Rubens Ewald Filho morreu nesta quarta-feira (19), aos 74 anos. Ele havia sido internado em estado grave em 23 de maio, no Hospital Samaritano, em São Paulo, após sofrer um desmaio seguido de queda em uma escada. Rubens não resistiu a um tratamento cardiológico e às fraturas causadas pela queda.

Com décadas de experiência cobrindo eventos cinematográficos e escrevendo sobre a sétima arte, Rubens Ewald Filho era considerado o crítico de cinema mais popular do Brasil. Natural de Santos (SP), nasceu em 7 de março de 1945. Na infância, pensou em ser diplomata e dedicou-se a aprender outros idiomas, como inglês, francês e italiano. Mostrou sua admiração pelas ciências sociais quando estudou, ao mesmo tempo, Jornalismo, Geografia, História e Direito. Graduou-se apenas na primeira opção.

Sua primeira experiência na imprensa foi no jornal 
A Tribuna, de Santos, em 1967, onde começou a mostrar aptidão para falar sobre cinema. Em seguida, ingressou no Jornal da Tarde, da família Mesquita, e, posteriormente, contribuiu com o Estado de S. Paulo, onde trabalhou por mais de 30 anos.

Também atacou nos roteiros, mas na televisão: ao lado de Silvio de Abreu, é autor da novela Éramos Seis (1994), um dos maiores sucessos da dramaturgia brasileira, e também de Gina (1978), que marcou sua entrada na Globo.

Ewald Filho ganhou o epíteto de "O Homem do Oscar" em uma edição de 1995 da revista Veja São Paulo por conta da frequência com que acompanhou a maior premiação do cinema: foram mais de 20 transmissões do tapete vermelho para o Brasil, divididas entre as emissoras Globo e SBT.

Na mesma edição, a Veja destacou a paixão de Rubens pelo cinema e sua importância na difusão dos filmes no país. "Fanático por cinema desde criancinha, Rubens hoje é o crítico mais popular do Brasil. Autor de guias de vídeo, colunas de jornais e roteiros de telenovelas, usa de toda experiência de quem já viu mais de 14 mil filmes para comandar a transmissão da grande festa de Hollywood", dizia parte da reportagem. O número de filmes assistidos pulou para 21 mil oito anos depois daquela publicação, de acordo com o livro O Oscar e Eu, lançado em 2003.

Tornou-se curador do maior festival de cinema do país, o Festival de Gramado, dividindo a responsabilidade com o jornalista Marcos Santuario.