Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

As novas regras para concursos públicos federais foram aprovadas afetam diretamente o prazo prorrogação do certamente e o número de nomeação, por exemplo. Mas o impacto somente será sentido pelos concurseiros em casos de pouca oferta nos concursos estaduais e municipais, segundo avaliação da coordenadora de cursinho preparatório, Maria de Lourdes. 

As mudanças, que entraram em vigor neste domingo (02), foram estabelecidas por meio de decreto presidencial em março deste ano e visam ter “maior rigor na autorização de concurso público e na autorização de nomeação de aprovados”.

Para Maria de Lourdes, as mudanças não causam maiores preocupações na realização dos concursos. “Todo início de governo sempre querem mexer nessa questão de concurso público. E aí deixa todo mundo apreensivo. Mas para você ter uma ideia, do decreto pra cá, no nosso estado, já saíram dois concursos públicos, foram o da UFAL e do IFAL. Ou seja, todos os concursos com vagas e com cadastro de reserva. A verdade é que nunca vai deixar de existir concurso público”, disse Maria.

Outra alteração estabelecida foi o prazo de prorrogação da validade do concurso, que antes poderia chegar até quatro anos com a prorrogação, e hoje, a determinação é de que se estenda por no máximo dois anos.

“Acho dois anos uma validade razoável. Até porque quem é concurseiro, ele faz concurso o ano inteiro. Então dentro daqueles dois anos, às vezes, o candidato que passou para aquela vaga, já não tem mais interesse naquele cargo que ele concorreu. Como agora o concurso não pode ter uma validade maior que dois anos, eu particularmente acho dois anos uma validade razoável para você fazer um concurso e aguardar ser chamado”, afirma a coordenadora.

Sobre a diminuição do número de nomeações possíveis além do ofertado no edital (antes de 50%, agora 25%), Maria aconselha ao candidato a se preparar para ficar entre os aprovados dentro do número de vagas ofertadas. “Se o concurso está ofertando 100 vagas, eu não posso ir fazer o concurso achando que vou ficar em 200 e vou ser chamada. Tenho que estar preparada para ficar dentro do número de vagas”, contou.

Por fim, a coordenadora não vê problemas nessas mudanças e que não haverá impactos negativos na realização dos concursos e disputas das vagas. “Acho que não vai ter tantos impactos negativos. Impacto negativo só para um candidato mediano, que está contando com a sorte. Mas para quem realmente estuda e se prepara, acho que esses pontos não devem afetar. Então acho que o candidato não deve pensar nesses entraves. Mas ele deve está preparado e não contar com a sorte. Concurso sempre vai existir”, finalizou Maria de Lourdes.