Ascom ALE/Vinicius Firmino Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Davi Davino Filho

Em discurso na sessão desta quarta-feira (29), o deputado Davi Davino Filho aproveitou sua fala sobre esta Semana Estadual de Combate ao Glaucoma, para criticar “a falta histórica” de prioridade nas obras de saneamento, por parte dos executivos, focando o pronunciamento na capital alagoana.

“Este é um investimento que apesar de ter sido tão esquecido pelos poderes públicos nos últimos anos faz toda diferença na prevenção de diversas doenças... De acordo com o Ministério da Saúde, com base em informações da Organização Mundial da Saúde, cada real investido em saneamento economiza nove reais em saúde”, destacou o parlamentar, questionando: “Até quando vamos esperar por essa prioridade no Brasil?”.

Lembrando que Alagoas é um dos estados que tem a menor cobertura de esgotamento sanitário do Brasil, Davino destacou que, embora os dados não sejam consistentes,                segundo a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), em Maceió o sistema coletor de esgotos sanitários atinge entre 30% e 35% da população.

O parlamentar citou que, em 2016, o governo do Estado apresentou um programa de ampliação da rede coletora de esgotos da capital, realizado pela Casal, por meio dos consórcios Sanama e Sanema, visando ampliar a cobertura da rede de esgotos para 70% de toda a cidade.

“A previsão inicial era de que as obras ficariam prontas em 2018. Infelizmente ainda não foram entregues. A boa notícia é que apesar do atraso, as obras receberam no início deste ano um financiamento da ordem de R$ 267 milhões do Banco do Nordeste. E se desta vez a previsão apresentada pelo governo estiver correta ficarão prontas até meados de 2020... Atrasados ou não, estes são investimentos importantes para o povo de Alagoas e especialmente para a população de Maceió”, analisou, reforçando que cabe ao Parlamento acompanhar a execução de obras, fiscalizar, apoiar e cobrar dos executivos mais investimentos em saneamento e saúde e, consequentemente, em prevenção.

Focando em Maceió, Davino disse que agora “é hora de combater as causas”: “Afinal nossa capital é nova, só 203 anos. Apresenta velhos problemas é verdade, mas gosto de afirmar com o olhar entusiasmado de meus 31 anos, que figurativamente, ela é madura e ao mesmo tempo jovem o suficiente para olhar o futuro com confiança e realizar as mudanças vitais, e assim garantir qualidade de vida aos maceioenses e a todos que nos visitam”, concluiu.

Em aparte, Davi Maia (DEM) classificou de “mentirosa” a informação da Casal de que Maceió tem 35% de cobertura de saneamento, área que, segundo ele, vem sendo destratada há várias gestões.

Já Inácio Loiola chamou o governo de Maceió de “insosso” e Bruno Toledo (PROS) disse que o atraso no programa de ampliação da rede coletora de esgotos da capital, é mais “uma falácia” do governo.