Foto: Assessoria/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marx Beltrão

O coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, deputado federal Marx Beltrão (PSD), defendeu em entrevista ao Cada Minuto nesta segunda-feira (27) que é tempo de se buscar “equilíbrio na condução da pauta política nacional, e não revanchismos de direita ou de esquerda”. O parlamentar também afirmou que “neste momento em que protestos pró e contra a gestão do presidente Bolsonaro ganham as ruas, precisamos buscar de modo urgente meios para retomar o desenvolvimento econômico”. 

Ainda de acordo com Beltrão “protestos pacíficos contrários ou favoráveis ao governo são próprios da democracia, mas o Brasil não pode ficar imobilizado por ondas de manifestações sequenciadas. O que precisamos é trabalhar para superar este momento de crise”. Com estas afirmações o deputado comentou os protestos pró governo realizados no domingo (26) e a ameaça de nova manifestação contra a gestão Bolsonaro convocada por entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) para o próximo dia 30 de maio.

Segundo Marx, “a reforma da previdência precisa avançar no Congresso. Principalmente uma reforma que seja convertida em aposentadoria justa para os trabalhadores que ganham menos, e em combate a privilégios hoje garantidos a uma pequena parcela que recebe muito mais. Precisamos enfrentar o desemprego, que já afeta mais de 13 milhões de pessoas. E precisamos nos unir em defesa do Brasil, afastando debates ideológicos que não trazem nada de positivo para a retomada do crescimento econômico nacional”.
 
A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou para o dia 30 deste mês uma continuação da paralisação nacional em defesa da educação, deflagrada no dia 15 de maio. A estimativa é de que mais de 1,5 milhão de estudantes tenham ido às ruas em todo o País no primeiro protesto contrário ao presidente. Já neste domingo (26), em várias cidades do país, atos em apoio ao governo de Jair Bolsonaro foram realizados.

Os apoiadores de Bolsonaro defenderam a reforma da Previdência, o pacote anticrime, o porte e posse de armas, além de ministros do governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes. Em publicação no Twitter, o presidente destacou que a maior parte dos manifestantes "foi às ruas com pautas legítimas e democráticas, mas há quem ainda insista em distorcer os fatos", referindo-se a pessoas que pediram o fechamento do Congresso e do STF.