Cortesia/Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marx Beltrão e Sérgio Moro

O deputado federal Marx Beltrão (PSD) aceitou o convite e visitou nesta quarta-feira (22), em Brasília, o ministro da Justiça Sérgio Moro. O parlamentar foi um dos convidados do ministro para conhecer os projetos da pasta e aperfeiçoar a interlocução do ministério com o Congresso. A Assessoria de Moro escolheu alguns poucos parlamentares, selecionando os considerados mais influentes da Câmara e do Senado para uma rodada de visitas ao ministro.

Durante o encontro Moro apresentou com profundidade a Marx Beltrão os detalhes acerca da polêmica Medida Provisória (MP) 870/2019, que reorganiza os ministérios e outros órgãos do Poder Executivo. Há cerca de duas semanas, a Comissão mista formada para analisar a proposta votou a MP e decidiu que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) deveria ficar sob a responsabilidade do ministério da Economia, e não do ministério da Justiça. Por orientação de seu partido, o PSD, Marx Beltrão votou a favor do COAF na Economia.

“Mas hoje após este convite e a exposição clara do ministro, que se esforçou pessoalmente em apresentar suas razões e seus objetivos, fui convencido de que meu voto final em plenário será pela transferência do COAF, passando o Conselho para o organograma do ministério da Justiça. Dialogar pessoalmente com Sérgio Moro foi muito esclarecedor e estou comprometido com o que é melhor para o Brasil. Se a articulação do governo fosse melhor, teríamos há duas semanas mais subsídios para uma tomada de decisão oportuna. Hoje, de posse de informações precisas repassadas por Moro, decidi rever meu voto”, disse Marx Beltrão. 

MP deve ser votada hoje

Nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, participou de reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ao final, eles anunciaram acordo para a votação desta MP, já que ela perde a validade no dia 3 de junho. Rodrigo Maia defendeu a alteração no rito de tramitação das medidas provisórias e disse que “ninguém consegue discutir uma matéria importante, como a reestruturação da máquina pública, em 24 horas”, disse o presidente, referindo-se à MP 870.