Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo da Assembleia Legislativa reuniu-se, extraordinariamente, na manhã desta quarta-feira, 22, para ouvir depoimentos de estudantes que foram lesados pelo chamado golpe do diploma. Só em Alagoas, estima-se que mais de 20 mil alunos tiveram seus sonhos interrompidos pela atuação fraudulenta faculdades fantasmas.

Durante o encontro, o deputado Marcelo Beltrão, presidente da Comissão na Casa, reforçou a necessidade de encontrar mecanismos que façam cessar a oferta de cursos por parte das faculdades que funcionam sem autorização do Ministério da Educação. “Vamos apurar as denúncias, buscar a reparação de danos morais e materiais dos alunos prejudicados e auxiliar aqueles que ainda desejam obter o seu diploma”, disse. 

O vice-presidente da Comissão de Educação, deputado Francisco Tenório, disse que o colegiado vai ouvir ainda mais testemunhos dos alunos e cobrar a responsabilização das entidades envolvidas. “A comissão deve acelerar os trabalhos, diante de algo tão escandaloso. Além do prejuízo financeiro, o tempo desperdiçado pelos estudantes tem valor incalculável”, sensibilizou-se. 

Para o presidente do Conselho Estadual de Educação, Mário César Jucá, são necessárias denúncias para que o Ministério da Educação posso atuar, investigando as irregularidades. Jucá chegou ainda a propor a criação de um banco de dados e ventilou a possibilidade de uma intervenção da Polícia Federal no caso. A reunião aconteceu no auditório do Parlamento e contou com a presença do coordenador da Movimento Diploma Legal, João Catunda.