CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Alfredo Gaspar de Mendonça

O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, afirmou na manhã desta quarta-feira (22) que o decreto de armas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi um exagero e que precisa ser revisto em vários pontos. O decreto assinado pelo presidente libera a compra de fuzil por qualquer cidadão, entretanto, o Governo Federal afirmou que pode rever o decreto de armas.

Em entrevista a rádio CBN, Alfredo disse que o decreto "veio com controvérsias e que abre um leque para o acesso a arma de fogo para qualquer pessoa".

“Fuzil ficar na mão de quem não pode? Não vamos dizer que cidadão agora vai ter fuzil. Não vamos aumentar mais ainda a tragédia. O decreto precisa ser revisto e limites impostos”, explicou Gaspar.

Para ele, é preciso que o cidadão que queira ter acesso à arma de fogo passe por procedimentos seguros. “Nós sabemos que de um lado tem um público que quer ter a arma de fogo que a bandidagem tem, e há aquele outro lado que diz que a arma de fogo vem para agravar a violência”.

Gaspar afirmou que é a favor de uma discussão madura e que o cidadão precisa ser bem comunicado sobre o instrumento que eles podem ter acesso e não da forma que foi feito o decreto já que não houve diálogo.

Segundo ele é preciso que o Brasil mostre a efetividade combatendo os criminosos que estão nas ruas. “O país precisa impor regras claras com uma série de condicionantes”.

Alfredo comentou que o Brasil está radicalizado ou “para a direita ou para esquerda”. “Você tem uma ideia e é taxado de comunista ou de extrema direita. As pessoas precisam entender que vivemos em uma nação democrática e que há opiniões divergentes”.

O procurador disse que não gosta de extremismo e que não tem amor cego a qualquer teoria. “Algumas pessoas precisam entender que nem sempre tudo aquilo que achamos bom é o melhor para a sociedade”.