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Percebeu que já deve ter um tempo que você deixou de falar ou ouvir a palavra “metrossexual”? Isso porque está cada vez mais aceitável e comum que os homens cuidem da aparência. Se antigamente manter o cabelo, barba e sobrancelhas feitas eram motivo de questionamento da masculinidade alheia, hoje é fácil aceitar que os homens também se importam com a imagem que transmitem ao mundo. E muitos deles recorrem a uma técnica que está em alta e promete criar uma imagem harmônica ao rosto, o visagismo.

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Derivado da palavra francesa “visage” (significa “rosto”), não é só o nome que é sofisticado. A técnica em si agrega diversos fatores na análise feita pelo profissional que visa realçar os pontos positivos e disfarçar as imperfeições, gerando uma harmonia no visual do cliente. A promessa é de que se crie uma imagem pessoal autêntica de acordo com características físicas de cada um.

São analisados o tom de pele, formato do rosto, assimetrias, inclusive o estilo de vida pessoal e profissional do cliente, para que seja feita uma abordagem ampla e personalizada e o resultado seja o melhor possível.

Os estudiosos da área catalogaram 9 tipos de rosto, e de acordo com as linhas que são desenhadas na diagonal, retas e curvadas, no rosto da pessoa, é possível determinar características que revelem força, delicadeza, determinação, entre outras. Os órgãos faciais, como a boca por exemplo, que representa comunicação, também são avaliados para fechar um conjunto que demonstre exatamente o que a pessoa quer passar.

Mudança de comportamento

Os homens têm procurado esse tipo de serviço, que já foi febre entre as mulheres. É muito mais do que um corte bonito e barba feita. É também um marketing pessoal e não só vaidade. Provavelmente esse comportamento foi adquirido pela ala masculina pelo constante uso e exposição nas redes sociais, que quebrou barreiras e abriu espaço para os homens cuidarem de si.

O fato é que o mercado também mudou e de acordo com um estudo feito pela Euromonitor International - empresa líder em pesquisa estratégica de mercado - o setor de beleza masculino movimentou, só em 2016, R$ 19,6 bilhões, mesmo em um período de crise. Para manter o mercado aquecido, os empresários fizeram grandes mudanças na venda dos seus produtos, focando no público masculino.

As barbearias deixaram de ser espaços com cores neutras e monótonas comandadas por senhores mais velhos e mau humorados, para ser um local atrativo com desing pensado para atrair os clientes e barbeiros com visual mais jovem e descolado. São também ponto de encontro onde, além de fazer corte e barba, os homens podem assistir futebol, jogar sinuca e tomar uma cerveja. De acordo com o portal UNIVERSODELES, os homens estão cada vez mais interessados em produtos de beleza e em cuidar da própria aparência. “A cada ano, percebemos um aumento nas buscas sobre produtos específicos para o cuidado com o rosto, bem como sobre roupas e acessórios”, garante Lucas Coppi, responsável pelo site.

Ainda segundo a Euromonitor, os homens mais jovens estão aumentando também o consumo de vestuário e sapatos no Brasil. Além disso, eles demandam uma melhora no ambiente de compras com uma maior diversidade de marcas disponíveis. Isso para que as empresas do ramo permitam que eles tenham mais meios de se expressar pela aparência.