Foto: Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Paciente no chão da Santa Mônica

(Atualizada às 11h55)

Uma denúncia encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren) relata a situação de superlotação dentro da Maternidade Santa Mônica e ausência de medicamentos para realizar o atendimento das pacientes que chegam à unidade em trabalho de parto. 

Essa situação, segundo a denúncia apresentada funcionários que não quiseram se identificar, vem ocorrendo há mais de um mês e prejudica o funcionamento da maternidade. Em vídeos enviados ao CadaMinuto nesta terça-feira (21), os profissionais mostram pacientes aguardando atendimento deitadas no chão, outras já em fase de internação sentadas nas cadeiras. 

“A situação está bastante preocupante, pois nós como profissionais da unidade estamos ficamos doentes de conviver com cenas como essa, pois além de ser uma sobrecarga física acaba sendo emocional também”, colocou o profissional. 

Além da superlotação, os pacientes ainda estão enfrentando a ausência de medicamentos e insumos para a realização de alguns procedimentos básicos, como sabão para lavar as mãos, álcool 70%, papel toalha, remédio para controlar pressão, remédio para dor e outros. 

“Não tem profissional suficiente para fazer o acolhimento das pacientes, o atendimento e assistência às gestantes e recém-nascidos”, apresenta a denúncia.

Nota Oficial

Em nota oficial, a Maternidade Escola Santa Mônica esclareceu:


"Desde o dia 13 de maio a unidade vem enfrentando o cenário de superlotação e, em virtude do perfil de alto risco das pacientes, não conseguiu transferência para outras unidades maternais através do Complexo Regulador Assistencial (CORA) do município. 

Assim, as pacientes foram atendidas e receberam a assistência necessária ao quadro de saúde que apresentaram, porém, algumas só tiveram leitos disponibilizados à medida que outras pacientes receberam alta.

A direção reforça ainda que a superlotação prejudica também o abastecimento da maternidade, já que este é feito com base no número real de leitos e com o aumento da demanda a tendência é que ocorra falta de insumos. 

Para solucionar esse problema, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), responsável pelo abastecimento da maternidade, foi acionada e vem atuando diuturnamente com o propósito de reabastecer a unidade e garantir os serviços. 

Sobre o surgimento de escorpiões, a Maternidade destaca que realiza as dedetizações periódicas, conforme preconiza a Vigilância Sanitária. No entanto, devido o entorno ao qual está inserida ocorre a migração desses animais de outros imóveis".