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O governo Bolsonaro em menos de cinco meses apresenta a validade vencida. Perdeu todas as iniciativas enviadas à Câmara Federal. Não formou uma bancada que lhe garanta sustentação. Assumiu sem plano de governo e tenta governar como se fosse um “iluminado” ou “ungido” por força celestial.

Bolsonaro é incapaz de montar uma equipe de ministros tecnicamente competentes para tocar o governo numa conjuntura de crise econômica e política. Bolsonaro nunca soube o que é organizar ou articular oposição, por um motivo simples: sempre foi deputado do baixo clero. Vociferou em nome do “porão” da ditadura militar ‒ seu nicho eleitoral ‒ e, agora, a Nação vem tomando conhecimento das suas ligações estreitas com o crime em estado puro: as milícias cariocas.

O viés ideológico, expressão utilizada à exaustão durante a campanha eleitoral, se mantém como um escudo do espadachim de subúrbio. O certo, nesses poucos meses de governo, é que a grande mídia – as três famílias, Frias da Folha de São Paulo; Mesquita do O Estado de São Paulo e Marinho, da Rede Globo – está iniciando o movimento para lançar a carga ao mar, seja lá o que isso signifique. O fato é que já são perceptíveis os movimentos.

As mobilizações de rua unificaram as tendências de oposição ‒ uma obra governamental, não há o que discutir. As centrais sindicais e todos os movimentos sociais estão se mobilizando para voltar às ruas no dia 14 de junho, para a Greve Geral.

Os apoiadores (eleitores) de Bolsonaro estão percebendo que apostaram no cavalo errado, era uma fake news. Não era um cavalo competidor, mas um pangaré.

Bolsonaro e sua família estão em “prisão domiciliar” no Palácio do Planalto. Antes de Bolsonaro ser lançado ao mar, os interesses da elite econômica, rentista e a grande mídia tentarão impor a reforma da previdência. Afinal, não se pode fazer tanto esforço para apear a esquerda do poder e agora, administrar o inadministrável. Mas diante de tantas trapalhadas e conduções erráticas, está próximo o momento em que a imensidão do mar será a alternativa mais sensata ‒ para eles, claro.

As esquerdas, a oposição no sentido mais amplo, os movimentos sociais, a juventude estudantil e trabalhadora, os trabalhadores intelectuais deverão ampliar a pressão sobre o governo Bolsonaro. Já foram oferecidos régua e compasso, como diz a canção do Gilberto Gil.

O Centrão (conjunto de deputados de várias siglas) está com muito mais força do que se imagina, e as pressões vindas das ruas no último dia 15 serviram como termômetro. Os deputados perceberam que suas bases também estão sendo atingidas pelos atos governamentais.

Os interesses das três famílias da mídia brasileira e do mercado não são os mesmos interesses dos trabalhadores e das classes média, aqui com algumas ressalvas. Mais um motivo para observarmos com lupa os movimentos no tabuleiro político.

O que é bom para os EUA nunca foi bom para o Brasil

O que é bom para essas famílias não será bom para o Brasil.