Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Tereza Nelma

A deputada federal Tereza Nelma integrará, como titular, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar as ações de combate ao câncer no Brasil. Com uma extensa trajetória de ações concretas na área da saúde, tanto pessoal quanto política, a indicação do nome da parlamentar reflete sua representatividade junto aos movimentos sociais.

A comissão, formada por 34 deputados, será responsável por estudar a situação dos diagnósticos de câncer no Brasil, o acesso da população aos exames e ao tratamento adequado, o cumprimento da legislação e elaboração de projetos de lei voltados ao combate da doença.

Até pessoalmente Tereza tem legitimidade para debater o tema. Já venceu quatro cânceres diferentes. Está deputada federal por Alagoas, mas permanece como uma paciente oncológica sob controle. “Faço parte desse movimento sofrido e sei que é uma angústia muito grande quando recebemos o diagnóstico. Mas ergo a cabeça porque é possível dar a volta por cima. Para isso as pessoas precisam de um atendimento e tratamento de qualidade. Integro essa comissão com muito orgulho, na certeza que poderei fazer mais. Representarei as pessoas com câncer com muita garra aqui em Brasília”, disse.

A deputada lembra ainda que há vários projetos tramitando no Congresso 

Nacional, que são voltados para as pessoas com câncer. “Há várias pautas aqui na Câmara que precisam de uma atenção especial. Projetos em andamento, que precisam dessa comissão para que caminhem com agilidade. O PL 275/2015, que determina o prazo de 30 dias para realização dos exames e início do tratamento às pessoas com câncer, é um desses. Vamos agir!”, reafirma Tereza Nelma.

Cobranças ao Ministro

Durante a sessão solene, em homenagem ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, Tereza Nelma cobrou avanços nas políticas públicas de combate ao câncer. Questionou por que o Ministério da Saúde e o Inca continuam recomendando que o exame de mamografia seja disponibilizado para mulheres a partir dos 50 anos, se a Lei 11.664/08 determina que o procedimento seja feito desde os 40 anos. “Que prática é essa? Será que o câncer espera?”, indagou a deputada.

A escassez de equipamentos necessários para o diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil, como os mamógrafos e aceleradores lineares, também tem sido cobrados recorrentemente. “A cada ano, no Brasil, são cerca de 600 mil novos casos da doença. Considerando que a taxa de mortalidade é de aproximadamente 30%, significa que praticamente 200 mil famílias serão machucadas por essas perdas todos os anos. São dados alarmantes”, informou.

Militância

A deputada Tereza Nelma sempre dedicou seus mandatos como vereadora à pauta da saúde, principalmente das mulheres, além das pessoas com deficiência. Só em Maceió é autora de cinco leis de combate ao câncer, dentre elas a que institui o Outubro Rosa na Capital e o Dia Municipal de Combate ao Câncer de Mama, comemorado anualmente em 23 de outubro.

Em 2016 ela se comprometeu com os eleitores e fundou a Casa Rosa, para atender mulheres com câncer de mama e colo de útero. Hoje, a Casa, que realiza ações por todo o Estado, já atendeu mais de 8 mil mulheres, oferecendo gratuitamente serviços de prevenção e de mastologia, ginecologia, fisioterapia, psiquiatria e enfermagem. Tudo com recursos próprios, sem convênio com o SUS, prefeitura ou governo.

A Casa Rosa, que se tornou um programa da APECAN (Associação de Pessoas com Câncer), é uma instituição filantrópica, que sobrevive por meio de recursos da própria Tereza Nelma, além de doações, promoção de bazares e palestras. O foco são as ações preventivas e o diagnóstico precoce, facilitando o acesso ao tratamento necessário para cada um dos casos.