Cortesia Thiago Logan Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Manifestação contra cortes na educação

Após os protestos que mobilizaram milhares de pessoas em todo ao país contra o corte de verbas para educação, a reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Valéria Correia, afirmou que não existe outra maneira de manter o funcionamento das universidades sem que haja o desbloqueio dos recursos financeiros.

Em entrevista ao Programa Bom Dia Alagoas, Valéria destacou que a universidade cresceu muito nos últimos mesmo não ocorrendo incremento de verbas para custear reformas e pesquisas, mas tudo foi mantido dentro do planejamento. Ela lembrou que atualmente a Ufal está presente em quase todo estado alagoano e com esse corte as despesas irão ficar acumuladas e dívidas também.

A expectativa é que a universidade consiga manter seu o funcionamento até o mês de setembro, mas após isso se tornará inviável. “Chegará um momento em que não teremos nem como pagar a contar de luz. Por isso, diga que temos apenas uma saída que é o desbloqueio dos orçamentos”, afirmou Valéria.

O protesto

Em Maceió, segundo dados da Polícia Militar, cerca  5 mil pessoas participaram dos protestos. No começo da manhã, os manifestantes se concentraram em frente ao Complexo Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro Farol e seguiram em caminhada até o Centro.

Professores, funcionários e alunos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) estiveram no calçadão fazendo exposição de trabalhos de pesquisa e mostrando à população a contribuição para o saber que a universidade produz.

Estimativas da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apontam que em todo o país mais de um milhão de trabalhadores saíram às ruas contra o bloqueio de verbas para a educação e contra a reforma da Previdência.

Para o CNTE, a pauta de reivindicações da Greve Nacional da Educação também incluiu o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, da ofensiva Lei da Mordaça entre outras medidas.

*Com informações da TV Gazeta.