Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Roberta Dias

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL)  julga nesta quarta-feira (8), o recurso impetrado pela defesa da ré Mary Jane de Araújo Santos, acusada de participação no sequestro e morte da jovem Roberta Costa Dias, crime ocorrido em abril de 2012.

O julgamento do recurso estava pautado inicialmente para o dia 27 de março, foi remarcado para 10 de abril, quando foi novamente adiado.

Através do recurso, a defesa de Mary Jane visa excluir do processo a gravação de um diálogo entre dois jovens, onde um deles conta detalhes de toda a trama criminosa. O áudio foi incluso como prova dentro do processo.

A defesa da ré considera que a gravação mesma foi constituída de forma clandestina, sendo então uma “prova ilícita”.

Além do relator, o desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, também devem participar do julgamento os desembargadores Sebastião Costa Filho, José Carlos Malta Marques e João Luiz Azevedo Lessa.

Reviravolta

O caso Roberta Dias sofreu uma grande reviravolta em maio do ano passado, quando um áudio mostrando o diálogo de duas pessoas vazou. Na gravação, que chegou a ser periciada pela Polícia Federal, um jovem identificado como Karlo Bruno Pereira Tavares, 24 anos, confessa que participou do sequestro da vítima e que a matou asfixiada com o emprego de um fio de extensão de som automotivo, crime praticado na presença do namorado e pai do filho que a jovem esperava.

Após análise do áudio, o Ministério Público concluiu também que a sogra de Roberta Dias, Mary Jane de Araújo Santos, “foi a mentora e financiadora da empreitada criminosa”.

A avó do filho da jovem e Karlo Bruno foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima); ocultação de cadáver e aborto provocado por terceiro.