Na busca por uma alternativa mais rentável e tão segura quanto a caderneta de poupança, cada vez mais pessoas têm despertado o interesse pelo Tesouro Direto. Essa opção de investimento consiste na compra de títulos públicos emitidos pelo Governo federal. Além de prática, uma vez que é realizada pela internet, a modalidade também é bastante democrática, tendo em vista que com R$ 30 já é possível começar a investir. Conhecer mais sobre os títulos disponíveis no mercado é uma possibilidade concreta de ampliar o patrimônio com segurança.

 

A caderneta de poupança ainda segue como a principal opção dos brasileiros na hora de guardar dinheiro. No entanto, muitos já se atentaram que se o objetivo é fazer o recurso render ela não é atrativa, pois o rendimento está atrelado à variação da Taxa Selic. Quando esta é igual ou inferior a 8,5% - como é o cenário atual do país, em que a taxa está fixada em 6,5% - a poupança paga 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que é basicamente nula. Na prática, isto significa que ela rende 4,5% ao ano.

 

Considerando a inflação, há casos em que a caderneta pode representar nenhum ganho ou até mesmo perda de dinheiro. Numa situação hipotética em que a inflação atinja o mesmo percentual do rendimento da poupança, o que atualmente significaria 4,5%, isto significa que o retorno obtido apenas cobriria o aumento de preços ocorrido no período, sem ganho real. Caso a inflação superasse os 4,5%, isto representaria a perda do poder de compra do poupador.

 

Na comparação com o Tesouro Direto, é possível verificar que os títulos públicos são bem mais rentáveis. Os rendimentos dos papéis podem estar atrelados ao IPCA, quando pagam um percentual prefixado mais a variação da inflação ou acompanhando a variação da Taxa Selic. Há também os prefixados, quando o percentual é pré-acordado, podendo chegar ao retorno de 11% ao ano.

Garantias de segurança

 

Outra vantagem que torna o Tesouro Direto atrativo está relacionada à segurança que confere ao investidor. Os títulos públicos contam com a garantia do Tesouro Nacional, por isso, são considerados o tipo de investimento com menor risco que o mercado pode oferecer.

A liquidez, que significa a facilidade de resgate do dinheiro em espécie, no caso dos títulos, públicos é alta. Caso o investidor não possa ou não queira permanecer com o título até a data de vencimento, ele pode vendê-lo de volta para o Tesouro Nacional a qualquer momento.

 

Opções disponíveis do Tesouro Direto

 

O Tesouro Selic (LFT) é o título mais conservador do Tesouro Direto e o investimento de menor risco do país. Sua remuneração é atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

 

O Tesouro Prefixado (LTN) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) possuem o percentual de rendimento pré-acordado. A diferença entre eles é que o primeiro faz o pagamento da remuneração junto com a devolução do principal na data de vencimento do papel. Já o segundo, paga juros semestrais e, na data de vencimento, devolve o principal mais o restante da rentabilidade.

 

Os títulos atrelados à inflação são o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal), Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B) e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais (NTN-Cs). Os dois primeiros títulos têm como indexador o IPCA, o índice oficial de inflação. Já o outro tem a remuneração indexada ao IGP-M, o índice de inflação usado nos reajustes de aluguéis de imóveis.

Como investir no Tesouro Direto

 

A compra de títulos públicos é um processo simples, que pode ser feito em casa. Para isso, o investidor deve ter uma conta em banco para aplicar o dinheiro. O segundo passo consiste na escolha de um agente ( banco ou corretora de valores ) que irá intermediar as transações com o Tesouro. A partir do cadastro no site ou no aplicativo deste agente será possível fazer a movimentação de compra e venda de títulos.