Crédito: Agência Alagoas/Arquivo 4b608ced 1bd3 45b4 8e3f 2b70e7caefa0 Bolsa Família

O anúncio do 13º para os beneficiários do Programa federal bolsa família deixou dezenas de famílias animadas com a renda extra. Mas não somente os beneficiários poderão comemorar. Para o economista Anderson Henrique, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), essa transferência de renda trará maior dinâmica aos municípios alagoanos, principalmente nas menores cidades.

Segundo ele, o programa sofreu uma queda significativa no número de famílias entre 2014 e 2016, mas em 2017 voltou a crescer, que o mostra que uma queda no poder de compra e a situação econômica das famílias. Conforme os dados em 2014 eram 439 mil famílias e voltou a ter uma expansão em 2018 com 410 mil.

"Nesse contexto, o décimo terceiro vai proporcionar uma dinâmica maior dos municípios alagoanos. Dado que o estado de alagoas ele depende quase exclusivamente do setor de serviço", acrescentou o especialista.

O economista acredita que esse acréscimo na economia será sentindo ainda mais nos municípios pequenos, que possuem o setor de serviços com maior destaque em sua economia.

“Um aumento deste benefício vai proporcionar o aumento da renda e de compra dessas famílias. A tendência é que a grande maioria use no consumo. Lembrando que algumas famílias podem usar esse dinheiro para saldar uma dívida, o que seria mais recomendado”, afirmou ele.

Maceió e Arapiraca possuem maior concentração de famílias inseridas dentro do Bolsa Família, com 58 mil e 20 mil, respectivamente. “Em Penedo, por exemplo, tem uma média de 10 mil beneficiários. Com isso essa circulação desse dinheiro será mais visível para o comércio popular. Já em cidades maiores esse impacto não será tão significativo.