Foto: Arquivo Pessoal Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Roberta Dias

Onde está o corpo de Roberta Dias? Essa é a principal pergunta feita por amigos e familiares após 7 anos do desaparecido da jovem na cidade de Penedo. A jovem foi sequestrada e sumiu em um dia do bairro Santa Luzia, saindo de uma clínica médica onde tinha ido para fazer um exame pré-natal. 

Desde então, a família travou uma luta para elucidar o crime e levar os culpados a julgamento. Mas o que foi visto durante esses 7 anos, foi uma morosidade em chegar no desfeito final desta história.

Pouco mais de um ano depois do desaparecimento de Roberta Dias, a cúpula da Segurança Pública de Alagoas chegou a dar o caso como esclarecido, inclusive com a prisão de pessoas conhecidas em Penedo, entre elas policiais.

Mas o caso Roberta Dias começou a ser de fato desvendado em maio do ano passado, ou seja, há quase um ano, quando um áudio mostrando o diálogo de duas pessoas vazou.

 Na gravação, que chegou a ser periciada pela Polícia Federal, um jovem identificado como Karlo Bruno Pereira Tavares, 24 anos, confessa que participou do sequestro da vítima e que a matou asfixiada com o emprego de um fio de extensão de som automotivo, crime praticado na presença do namorado e pai do filho que a jovem esperava.

Após análise do áudio, o Ministério Público concluiu também que a sogra de Roberta Dias, Mary Jane Araújo Santos, “foi a mentora e financiadora da empreitada criminosa”. A avó do filho da jovem e Karlo Bruno foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima); ocultação de cadáver e aborto provocado por terceiro.

A denúncia foi encaminhada à 4ª Vara Criminal da Comarca de Penedo e acatada, na íntegra, pelo então juiz responsável pela área, Antônio Rafael Wanderley Casado da Silva. A partir daí, os denunciados passaram a condição de réus, mas apesar disso foram beneficiados com a decisão de aguardar julgamento em liberdade.

A ação penal começou a seguir seu fluxo normal, mas um recurso impetrado pela defesa de Mary Jane, suspendeu o andamento do processo até que o feito seja julgado pelo Tribunal de Justiça. A decisão que suspendeu o prosseguimento da ação foi dada em outubro do ano passado e desde então o caso segue parado.

A família de Roberta, os amigos e toda a sociedade alagoana espera ansiosa pelo desfecho definitivo desse caso e, consequente punição dos verdadeiros culpados.

*Com Aqui Acontece