Estadão Alagoas 70a0c80f e151 45bd 90cd 2f254dceaccd Júlio articulou e comandou a Audiência Pública que ficou tomada de autoridades do município

Por conta de uma informação totalmente precipitada sobre demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios, sobretudo porque a notícia partiu de uma tabeliã da cidade na semana passada, forçou no dia de ontem haver uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores, entre as autoridades competentes do município. O prefeito Júlio Cezar foi quem liderou o movimento, numa união com a bancada Legislativa, cujo evento se mesclou com tudo quanto é político; entre eles o ex-prefeito James Ribeiro. Pois esse chegou a cumprimentar em grande estilo o atual gestor como se nada tivera havido há poucos dias entre os dois; atrito de acusações nas redes sociais.   

“O momento não é político. O momento é de unir forças para promover a verdade e a paz em nosso município”, disse o prefeito Júlio Cezar. Pois James Ribeiro ocupou pela primeira vez a Tribuna da Câmara, depois que deixou a Prefeitura em 2016. “Não estou aqui como político. Estou como morador da Serra da Boa Vista. O município é mais importante do que qualquer questão política. Estamos do mesmo lado para defender Palmeira. Quero louvar a iniciativa do prefeito”, disse.

Conforme a informação que gerou o maior rebu, dada na sexta-feira última pela  tabeliã, Maria da Guia Queiroz de Barros,  do 2º Serviço Notarial e Registral, Palmeira dos Índios perderá cerca de 16% do seu território, incluindo a área urbana. Mas no evento, o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Rodrigo Lins, revelou que o órgão já conhecia o problema e a ausência de homologação da demarcação das terras. Aos presentes, disse que não existe para a Funai uma dimensão de área a ser regularizada, contrariando o que foi divulgado pelo Cartório.

“Essa audiência teve o intuito de esclarecer sobre as etapas do processo de demarcação de terras no município. Foi também uma demonstração de amor à cidade e de união de todos os poderes e da sociedade civil palmeirense. Pois tivemos a iniciativa junto com a da Câmara na  intenção de promover a paz social entre índios e donos de terras em área de possível demarcação” comentou Júlio Cezar.