(Foto: ASCOM/PC) Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Delegado Ronilson Medeiros, presidiu o inquérito que investigou o caso

(Atualizada às 18h)


A Polícia Civil prendeu a jovem Steffany Rayanne dos Santos Vieira, de 21 anos pela morte do namorado Rafael José Calheiros dos Santos, também de 21 anos, ocorrido por envenenamento. A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) nesta quinta-feira (14).

Steffany teve a prisão preventiva decretada pela juíza Isabelle Coutinho Sampaio, da 5ª Vara Criminal de Maceió, e foi localizada na residência de uma irmã na cidade de Rio Largo.

Rafael José Calheiros deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) na madrugada de 16 de novembro do ano passado com sintomas de envenenamento, e acabou morrendo. Ele passou mal depois de ingerir “chumbinho” (nome popular do veneno para ratos) misturado a um achocolatado. A família do jovem denunciou a namorada dele como suspeita de ter colocado o veneno na bebida.

O delegado Ronilson Medeiros, que presidiu e enviou o inquérito policial à justiça, informou que as investigações confirmaram as denúncias feitas pelos familiares da vítima, inclusive laudos periciais.

O motivo do crime seria o interesse de Rafael de encerrar o relacionamento com a acusada. A prisão foi solicitada pelo delegado, e acatada pela juíza. Steffany deverá ser encaminhada ao sistema prisional.

Laudo

Peritos Criminais do Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Alagoas confirmaram hoje o nome da substancia que levou a morte do Rafael. O exame toxicológico deu positivo para Terbufós, substancia química que mata por sufocamento.

Segundo os peritos criminais Thalmanny Fernandes Goulart e Ken Ichi Namba, do Núcleo de Toxicologia do laboratório, responsáveis pelo exame, o laudo foi concluído e entregue no dia 11 de dezembro do ano passado. Mas, o resultado foi mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações. 

Os peritos analisaram uma coqueteleira, um refil de chocolate, um saco plástico contendo uma substância branca e amostras biológicas do fígado e rim do Rafael, que foram coletados após sua morte. Na coqueteleira e no refil de chocolate foi encontrada uma substância química identificada como Terbufós, que é inseticida usado na agricultura e que em contato com o organismo humano é capaz de provocar a morte.

 “Devido ao tempo que a vítima fatal passou internado e todos os procedimentos adotados pela equipe médica para tentar salvar a sua vida, possivelmente a substância terbufós foi devidamente eliminada do seu organismo, restando apenas os efeitos da interação do produto no corpo da vítima”, explicou o perito criminal Thalmanny Fernandes Goulart. 

*com Assessorias