Agência Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Previdência Social

A expectativa do Palácio do Planalto é encaminhar na segunda semana de fevereiro o texto sobre a reforma da previdência para votação no Congresso Nacional. A expectativa tem sido alta dos alagoanos que aguardam as definições do governo federal sobre as regras estabelecidas para aposentadoria.

Alguns municípios alagoanos contam com o regime próprio de previdência e muitos aposentados e pensionistas sofrem com o déficit, que chegaram até ter seus vencimentos pagos com atraso. Para o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), a previdência tornou-se um problema para os estados e municípios, o que precisa ser discutido com bastante cautela. "A previdência tem sufocado os municípios e isso não é diferente para os estados", colocou Hugo Wanderley.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a reforma previdência é extremamente importante, pois o país não tem condições de não fazer as modificações. "Os municípios ficam com extrema dificuldade, já que alguns estão com duas situações diferentes: uns no regime geral e outros no regime próprio. A reforma se torna mais importante para as futuras gerações, que poderão pagar esse custo muito alto".

O contribuinte

Com o anúncio das mudanças das regras para aposentadoria, muitas pessoas que estavam próximas de conseguir o benefício ficaram temerosas, como o caso da maceioense Cleide Araújo. "Eu trabalho desde nova com carteira assinada. Quando começaram a falar sobre a reforma, pensei que não iria conseguir me aposentar como estava planejando agora com 60 anos. Mas mesmo assim ainda fico preocupada de ter o benefício atrasado com tantos problemas que vemos nos jornais. Espero que essa reforma seja boa para todos", colocou ela.

Já o empresário Ferreira da Silva afirma que a expectativa é que o trabalhador não venha a ser o único atingido pelas reformas. "Se faz necessário que a classe política também seja atingida. Aposentadorias especiais também precisam passar por reformas, não só s trabalhadores tradicionais, mas todas as categorias precisam dar sua cota de sacrifício".

*Estagiária sob supervisão da editoria