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Cortar gastos e trocar dívida por empréstimo com juro menor estão entre as alternativas

 

A quantidade de famílias endividadas e inadimplentes cresceu de julho para agosto, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número passou de 59,6% para 60,7%. O levantamento também aponta aumento no percentual dos que dizem não ter condições de pagar dívidas, de 9,4% em julho para 9,8% em agosto.

Instituições de proteção ao consumidor e especialistas afirmam que a melhor forma de colocar as contas nos eixos é diminuir gastos e colocar todas as despesas no papel. Uma das primeiras atitudes recomendadas é parar de usar o cartão de crédito, pois jogar a despesa para o mês seguinte pode piorar o problema e os juros cobrados nesta modalidade são os maiores do mercado. Já funcionários públicos possuem uma excelente alternativa, que é o crédito consignado.

No caso dos servidores das prefeituras de São Luís e Maceió e dos Estados de Goiás e do Maranhão, basta procurar uma central de atendimento Use Mais para ter acesso a aconselhamento financeiro e informações sobre como ter um empréstimo, serviços que auxiliam o servidor a tomar a melhor decisão diante de sua situação financeira. A visita à central pode ser agendada pelo site da instituição ou pelo aplicativo Meu Consignado. A gestão do crédito consignado nestes locais é de responsabilidade da Neoconsig.

Dicas

Especialistas também recomendam que o consumidor reduza as pequenas despesas do dia a dia e, em determinados momentos, deixe o carro em casa, e escolha o transporte público para o deslocamento. Se mesmo com estas atitudes a situação não melhorar, ainda existe a possibilidade adquirir um empréstimo com juro menor do que a dívida original.

Vale lembrar que o cartão de crédito é responsável por 76,8% das dívidas, seguido de carnês (14,2%), financiamentos de carro (10,4%) e financiamentos de casa (9%). O tempo médio da conta em atraso chega 64,4 dias. Pesquisa divulgada pela Serasa Experian também mostra um dado preocupante: a faixa etária mais inadimplente é a dos adultos entre 36 e 40 anos, com 47,3% dos brasileiros inadimplentes, seguida pelos brasileiros entre 31 e 35 anos (46,3%).