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Escrevo este artigo movido pela semana da pátria, as eleições que se aproximam e, sobretudo, pelo aniversário de 10 anos da Banda Fanfarra de minha amada Olivença, Auta Bulhões de Oliveira, homenagem que demos em 2008 para aquela que foi a primeira professora do Capim, como era chamada a terra do cajú, quando esta ainda pertencia ao município de Santana do Ipanema. Sobreviver por uma década, tenham certeza leitores, não foi fácil.

 Naquele 07 de setembro de 2008 ela inaugurou com passos em marchas seu charme e seus encantos pelas ruas tímidas de Olivença. No auge de meus 31 anos de idade e sufocado por excesso de sentimentos, pude realizar um sonho como gestor público municipal. Em harmonia absoluta com o azul do céu do Sertão, a banda Professora Auta Bulhões desceu imponente e arrancou aplausos eufóricos e emocionados daqueles que puderam deslumbrar daquela tarde ensolarada. Um dia para não ser esquecido.

 A bandeira verde e amarela protagoniza com as melodias populares de Luiz Gonzaga e a bela canção ‘Aquarela do Brasil’ de Ary Barroso um sentimento verdadeiro de amor e devoção à pátria. Vale a pena lembrar nosso hino da liberdade: “Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”. Pátria livre não seria devolver o protagonismo ao cidadão? Não seria o comprometimento moral e ações virtuosas de todos nós? Não seria andar pelas ruas sem medo? Não seria aprendermos a defender ideias, princípios e valores e não pessoas?

 Há um mês das eleições e comparando este momento político ao 07 de setembro de 2008, percebo que pouca coisa mudou. Passaram-se dez anos e a imaturidade política sobrevive. Não só as ideias brigam, mas também os homens; trocam votos por um par de havaianas; e prometer o impossível parece mais fácil do que fazer chover. “O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos, não é exclusivamente reflexo da classe política, é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”. Thomas Sowell tinha razão.

 A semana da pátria é um oportuno momento para refletirmos sobre o futuro do país. Se mais de 100 anos de estatismo e governos federais ditando as regras na economia e na política não são suficientes para percebemos que essa ingerência estatizante e esse discurso socialista tolo não funciona, devemos sim ansiarmos por mudanças. Afinal de contas, como dizia Nelson Rodrigues, a liberdade é mais importante do que o pão.

Rezemos por um Brasil ordeiro, que respeite as leis naturais, a moral, as tradições e a família. Resgatar os valores judaicos-cristão que é a base de nossa civilização ocidental é um dever cívico. Um povo que dedica toda atenção ao Museu do amanhã e nenhuma ao de ontem está condenado ao fracasso. Ainda bem que nossa banda sobrevive. Um salve a ela e a nossa linda bandeira verde e amarela. Deus salve o Brasil!

* Consultor imobiliário e estudante de jornalismo