Quando falamos sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis rapidamente pensamos na AIDS e no HPV, porém doenças que eram tidas como erradicadas como a sífilis, a clamídia e a gonorreia voltaram a apresentar grandes números de infectados e tem assustado a população.

De acordo com o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apenas nos Estados Unidos, a incidência de sífilis, gonorréia e clamídia aumentaram 15,1%, 5,1% e 2,8%, respectivamente. No Brasil, segundo levantamento da Secretaria de Saúde realizado em 2015, o Brasil registrou em cinco anos, 3.010 novas infecções de AIDS, 4.290 de sífilis, 6.550 de condilomas e 3.063 de úlceras genitais.

Os números podem ser ainda maiores, tornando a situação mais grave, visto que apenas os casos de HIV e sífilis em gestantes e bebês devem ser obrigatoriamente notificados ao Ministério da Saúde.

Os preconceitos e desinformações que rodeiam as DSTs muitas vezes impedem que os infectados façam testes regularmente, e sem saber do problema transmitem para terceiros, outras vezes, já cientes que carregam a doença, não procuram tratamento adequado por se sentirem constrangidos.  

 

Possíveis Causas

 

A facilidade no tratamento ou os avanços que possibilitaram para aqueles infectados com doenças incuráveis uma vida mais saudável e longeva, parecem ter afastado o medo da infecção de DSTs. Apesar de toda a facilidade de acesso a informação, é justamente o público jovem que mais tem sofrido com essas infecções.

 

Segundo o CDC, jovens entre 15 a 24 anos representam 53% dos casos de gonorréia e 65% dos casos de clamídia nos Estados Unidos, porém a falta de prevenção entre os mais jovens indica ser um panorama mundial.

 

Dados colhidos em 2012 com o objetivo de descobrir o comportamento do jovem brasileiro com relação às DSTs indicam que das 1.208 pessoas entrevistadas, sendo jovens na faixa etária entre 18 e 29, quase quatro em cada dez admitiu não ter usado preservativo na sua última relação. Segundo a Global Burden of Disease, o sexo inseguro é o fator de risco que mais cresceu nas últimas duas décadas.

 

Prevenção e Conscientização

 

Todos estão suscetíveis a contrair uma Doença Sexualmente Transmissível, basta praticar sexo inseguro. É importante ressaltar que apesar da grande incidência entre o público jovem, também podem ser contraídas por pessoas de qualquer gênero ou idade.

A conscientização e prevenção são essenciais! É preciso informar a população para os riscos e complicações da contração de doenças menos conhecidas como sífilis, clamídia e gonorréia, além de enfatizar que o preservativo é a melhor forma de prevenção, seja em relações casuais ou estáveis.

 

Realização: Notre Dame