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A pouco menos de dois meses para a prova da Polícia Federal para 600 vagas de agente e escrivão, aprovados em concursos anteriores e professores afirmam: é hora de revisar todas as matérias, mas sem esquecer da preparação para o teste físico.

A Polícia Federal lançou edital na segunda-feira (27) para 400 vagas de escrivão e 200 de agente nos estados do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, além de unidades de fronteira. As inscrições vão de 3 a 18 de agosto e a prova é em 13 de setembro.

É exigido nível superior em qualquer área, carteira de habilitação na categoria 'B' e o salário é de R$ 7.514,33.

O diretor de comunicação da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Josias Fernandes, que está há 13 anos na corporação como agente, afirmou que é hora de estudar revisando provas de concursos anteriores

"O concurso é muito concorrido para quem vai começar do zero agora. Mas para quem está estudando há certo tempo ou para outros concursos, é hora de revisar".

Para ele, é importante não esquecer a parte física. "É um erro comum dos candidatos rever matérias teóricas e esquecer do condicionamento. Tem cerca de quatro meses até a prova física, dá tempo de se preparar porque o concurso não exige condicionamento de atleta. Só não dá para esperar passar a prova escrita para começar a se preparar", diz Fernandes.

Para o professor Fábio Gonçalves, diretor do curso preparatório Academia do Concurso Público, não se deve aguardar o resultado das provas objetivas. "A prova física elimina muitos candidatos, portanto, é muito importante começar os treinos desde já. Muitas pessoas esperam passar na prova, ver a nota, ver se foi classificado, para só então iniciar os treinos físicos. Pode não dar tempo de ficar bem preparado."

Teste físico

A preparação física foi crucial para o escrivão Denilson Carvalho Braga, de 38 anos, que foi aprovado no último concurso da PF em 2004.

Braga estudou nove meses para o concurso. Trabalhava como farmacêutico em estabelecimento do ramo, mas quando o edital foi publicado, pediu demissão do emprego. "Daí eu tinha na cabeça que precisava passar no concurso", brinca Denilson.

Antes do edital, quando ainda trabalhava, estudava nas horas vagas. Depois, segundo ele, passou a estudar dez horas por dia. "Eu acho que nessa fase precisa revisar tudo e dar mais atenção ao que é mais forte, mas sem deixar de ter uma visão globalizada."

Braga afirma que embora estudasse bastante, tirava o fim de semana para relaxar. "A preparação psicológica é tão importante quanto o estudo. Eu tinha colegas que considerava mais preparados do que eu, e no dia não tiveram concentração adequada."

Ele diz, porém, que o pior momento do concurso, foi a prova de natação, no teste físico. Braga disse que aprendeu a nadar meses antes da prova.
"Foi na verdade um desafio tanto quanto a prova em si porque eu não sabia nadar. Fazia aula e treinava três vezes por semana. O teste de natação foi o momento mais tenso para mim."