O concurso da Polícia Rodoviária Federal para 750 vagas e salário de R$ 5.620,12, cujo edital foi divulgado na quinta-feira (13), trouxe algumas novidades. Entre elas a exigência de nível superior de escolaridade, a possibilidade de o candidato escolher o estado em que quer trabalhar e algumas disciplinas diferentes das do edital de 2008, entre elas física, primeiros socorros, direção defensiva, estatística e geometria plana.


A prova está marcada para o dia 18 de outubro. Portanto, os candidatos têm pouco mais de dois meses para se preparar. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, os candidatos devem dar atenção a todas as disciplinas do edital.

Sylvio Motta, editor de concursos da editora Campus/Elsevier, ressalta que o interessado deve montar um quadro de horários. Ele recomenda que sejam agrupadas no mesmo dia disciplinas que sejam afins, como as de direito e português, depois física, raciocínio lógico e informática, e em outro grupo a parte relacionada a trânsito.

Segundo ele, o acerto depende muito mais deu um mecanismo mecânico de memorização do que da associação de idéias. Para Menezes, não deve ser exigido conhecimento tão aprofundado de cada disciplina.

Em relação à bibliografia que está no edital, Motta diz que o ideal é selecionar uma obra por disciplina. “São colocadas várias indicações para não priorizar uma editora ou autor apenas”, explica. Além disso, a banca examinadora faz as questões levando em conta a bibliografia relacionada.

Os professores lembram que o edital diz ainda que será pedida a reforma ortográfica tanto na prova de português quanto na redação.

Motta chama a atenção para a disciplina de direito administrativo, cujo conteúdo é maior que o do código de trânsito. Por isso, na opinião do professor, o candidato deve se dedicar a todas as disciplinas porque ele não pode zerar. Até mesmo as que terão menor número de questões, como física e informática, são tão importantes quanto as de direito e legislação de trânsito. “Não pode desprezar nada porque a concorrência será muito grande”, alerta.

Motta considera que a prova será bastante extensa porque irá trabalhar com várias áreas de conhecimento, por isso, o candidato deve cronometrar o tempo à medida que faz o exame.

Para o diretor da Abece, o candidato deve fazer questões de provas anteriores da Funrio. “Com essa forma de estudo o candidato irá perceber quais os temas mais cobrados e a forma de perguntar da instituição. Para quem tem pouco tempo para estudar, esse é o melhor caminho.”

Menezes lembra que o candidato não deve se esquecer da preparação física, que deve ser feita paralelamente aos estudos. “Até porque exercício físico sempre ajuda a aumentar o desempenho dos estudos”, diz.
Concorrência
Motta diz que o candidato deve avaliar bem a escolha da localidade para trabalhar. “Onde há maior concentração de candidatos a concorrência é maior e, dependendo do estado escolhido, a nota de corte aumenta”, alerta.

O especialista diz que o candidato deve levar em conta o número de vagas oferecidas e onde haverá maior concentração de candidatos.
Trânsito, direito e português
Segundo Luis Gustavo Bezerra de Menezes, diretor da Academia Brasileira de Educação, Cultura e Empregabilidade (Abece) e especialista em direito administrativo, na hora de dividir o tempo de estudo é essencial que o candidato leve em conta que do total de 45 pontos em conhecimentos básicos, 30 são de português, e do total de 140 pontos de conhecimentos específicos, 120 são de legislação de trânsito e noções de direito, ou seja, representam 81% do total de pontos da prova. “Assim, 80% do estudo deve ser canalizado para esse grupo de disciplinas”, aconselha.

Motta salienta que o candidato deve estudar pelo menos uma hora, diariamente, a matéria de legislação de trânsito. Já as disciplinas de direito devem ser estudadas cinco dias da semana.
Prova 'literal'
Motta e Menezes dizem que a prova da Funrio, organizadora do concurso, costuma ser "literal", ou seja, requer memorização por parte dos candidatos.

“É bom porque a prova pode ser mais fácil, mas é ruim porque qualquer erro pode tirar o candidato do páreo porque nivela por baixo”, alerta Motta.

Segundo ele, o acerto depende muito mais deu um mecanismo mecânico de memorização do que da associação de idéias. Para Menezes, não deve ser exigido conhecimento tão aprofundado de cada disciplina.

Em relação à bibliografia que está no edital, Motta diz que o ideal é selecionar uma obra por disciplina. “São colocadas várias indicações para não priorizar uma editora ou autor apenas”, explica. Além disso, a banca examinadora faz as questões levando em conta a bibliografia relacionada.

Os professores lembram que o edital diz ainda que será pedida a reforma ortográfica tanto na prova de português quanto na redação.

Motta chama a atenção para a disciplina de direito administrativo, cujo conteúdo é maior que o do código de trânsito. Por isso, na opinião do professor, o candidato deve se dedicar a todas as disciplinas porque ele não pode zerar. Até mesmo as que terão menor número de questões, como física e informática, são tão importantes quanto as de direito e legislação de trânsito. “Não pode desprezar nada porque a concorrência será muito grande”, alerta.

Motta considera que a prova será bastante extensa porque irá trabalhar com várias áreas de conhecimento, por isso, o candidato deve cronometrar o tempo à medida que faz o exame.

Para o diretor da Abece, o candidato deve fazer questões de provas anteriores da Funrio. “Com essa forma de estudo o candidato irá perceber quais os temas mais cobrados e a forma de perguntar da instituição. Para quem tem pouco tempo para estudar, esse é o melhor caminho.”

Menezes lembra que o candidato não deve se esquecer da preparação física, que deve ser feita paralelamente aos estudos. “Até porque exercício físico sempre ajuda a aumentar o desempenho dos estudos”, diz.
Concorrência
Motta diz que o candidato deve avaliar bem a escolha da localidade para trabalhar. “Onde há maior concentração de candidatos a concorrência é maior e, dependendo do estado escolhido, a nota de corte aumenta”, alerta.

O especialista diz que o candidato deve levar em conta o número de vagas oferecidas e onde haverá maior concentração de candidatos.
Primeiro lugar em 2008
Anderson Gallozio, 29 anos, passou em primeiro lugar no último concurso da PRF, que ofereceu 340 vagas, no ano passado. Ele assumiu o cargo em 20 de julho, em Cuiabá, após terminar o curso de formação.

Ele conta que estudou com base no edital de 2004. Quando saiu o regulamento em 2008, muitas disciplinas que ele havia estudado não estavam no novo edital e haviam sido acrescentadas matérias novas, além de redação. “O candidato não deve ficar intimidado pelas novas matérias e deve correr atrás do prejuízo”, recomenda.

Gallozio conta que sempre quis ser policial rodoviário. Para isso, estudou durante quatro anos para o concurso. Ele diz que montou um quadro de horários, estudava em casa e fazia cursinho preparatório.

“Eu aproveitava cada intervalo no trabalho para estudar, fazia cursinho à noite, estudava aos sábados e domingos”, diz.

Antes de sair o edital, Gallozio diz que foi guardando dinheiro quando trabalhava de motorista para que pudesse sair do emprego quando o regulamento fosse divulgado e se dedicar somente aos estudos.

“Paguei o preço de ter menos dinheiro no bolso para investir no futuro”, diz.

Mas quando ainda era motorista ele conta que dirigia ouvindo fitas de aula no carro e, quando parava no trânsito, pegava uma apostila para estudar.

Depois que saiu o edital ele diz que estudou 15 horas por dia durante dois meses e que deu a mesma prioridade a todas as disciplinas. "Estudava umas sete, oito matérias por dia”, diz. Além disso, fazia quatro redações por semana.

O policial rodoviário conta ainda que treinava em casa abdominais e flexões pelo menos meia hora por dia.

“O segredo é você ter em mente o cargo que quer e lutar por ele. Isso dá mais incentivo para estudar”, aconselha.

A trajetória de Gallozio se tornou um livro. “A Extraordinária Jornada do Concurso Público” deve ser lançado no fim deste mês, pela editora Ferreira.